sexta-feira, 8 de março de 2013

Placar

Hoje fui visitar a nutricionista [aliás, todos deveríamos visitar um nutricionista, saber comer, o que comer e em que proporção comer é uma das ferramentas mais importantes para quem busca uma vida mais saudável], cheguei na clínica transpirando, o calor por esses dias está se superando. Enquanto esperava a temperatura baixar um pouco fiz uma análise mais minuciosa de como foi a semana, e olha, a semana foi ótima já que eliminar 2,1kg de segunda à sexta  revela sucesso no tratamento. Isso seria ótimo não fosse o fato de que nos últimos oito dias - quinta-feira passada até hoje, sexta-feira - eu não eliminei nenhuma grama. Oras, como pode uma coisa dessas? Se em cinco dias queimou 2,1kg como que não eliminou nada em oito dias? Tchãram, perdido por esses dias todos estavam um sábado e um domingo, os vilões das dietas e dos regimes por este mundo afora. Confesso que no jogo do pode-não-pode driblar uma lasanha no sábado a noite foi impossível, então me preparei para o domingo, melhorei a retaguarda, aumentei a defesa e parti para o ataque com caminhada. Como meu time não estava muito focado acabei levando uma goleada da lasanha também no domingo. Incrível, mas dois dias, apenas dois dias fizeram com que eu fosse rebaixado para segunda divisão no campeonato do peso.
Neste jogo, onde a mente é o melhor atacante que alguém pode ter, não há margem para vaciladas, o metabolismo geralmente joga contra e tem jogadas infalíveis para recuperar qualquer grama eliminada.
Hoje volto para casa sem os aplausos da torcida, mas com uma nova lição na dispensa: cuidar muito, mas muito mesmo com a artilharia pesada das guloseimas do fim de semana, só assim é possível manter uma regressão plausível nos números da 'cruel' balança.
A defasagem dos fins de semana são [no meu caso] responsáveis por uma diferença de 5,2kg por mês nos números que tenho obtido. Com base no mês passado, onde em média houve um ganho de 1,3kg por fim de semana eu poderia ter terminado o mês com 99,1kg, bem abaixo do número atingido que foi 104,3kg. Eis aí o retrato claro de que o estrago do fim de semana é muito maior do que se pensa.
Finalizando a partida de hoje, fica claro que no placar temos o seguinte resultado: Balança 1 x 0 Rafael.
Eu sei que não ganhei nada na semana [não perdi, mas também não ganhei], porém, quando o objetivo é baixar a tara, uma semana estagnada representa um peso maior do que aquele que deveria aparecer no display da balança, ou seja, hoje eu deveria estar pesando 101,5kg e não 102,5kg resultado da semana passada [nossa, agora falei, falei, falei e pode ser que não tenha dito nada, quero dizer: eu disse mas, todavia, entretanto e porém, ficou tão incompreensível e truncado quanto esta última frase em colchetes,   t i p o   a s s i m,  entende?].
Agora é caprichar no findi [do interneteis: findisemana] para ter boas novas semana que vem. ;)

Papel, lápis, ação!

Depois de uma longa abstinência 'blogniana' aqui estou novamente. Apesar da frequência baixa e da longa ausência sempre penso em escrever algo novo, porém na mesma proporção que meus dedos golpeiam as letras do teclado o backspace é acionado, tem dias que escrever parece algo impossível até que entre tantas  indas e vindas de frases começadas no horizonte das ideias nasce um raio tímido de... [Papel sendo amassado feito uma bolinha e atirado ao lixo]...

Folha nova, ideia nova, vida nova. Nos limites da folha em branco cria-se a informação. Independente de ser um texto, um desenho ou uma equação matemática é na folha em branco que visualizamos melhor o que era apenas imaginário. Melhor que consolidar a ideia no papel é poder mostrá-la aos outros de modo que o conceito rústico possa ser lapidado, melhorado e delineado até chegar a perfeição.
Nos últimos meses o rascunho que fiz sobre meu emagrecimento tornou-se indistinguível. O pouco contraste entre o agir e o pensar fizeram com que a ação e a reação simplesmente sucumbissem em meio a borrões e rasuras da falta de foco e determinação. Mas hoje é um novo dia, uma folha nova sobre a mesa. Hora de começar um novo desenho, traçar uma nova meta com ações claras e não muito exacerbadas. Quando no tratamento [vitalício] contra a obesidade as coisas se embaralharem demais não dê lugar para o desespero ou desânimo, apenas amasse as folhas velhas ........................... assopre o pó de borracha de sobre a mesa e comece de novo. É isso o que vou fazer agora! Até breve.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Quase lá!

Quase lá! Depois de muito tempo, aproximadamente uns 10 anos, voltei a ver um número próximo aos dois dígitos. Não estou dizendo que este número está 100% correto, pois pesei em um horário diferente do habitual, apenas de shorts, camiseta e descalço. O número real ainda beira os 104 / 105kg. Mesmo assim uma grande vitória foi conquistada. Este número é o indicativo mais real de que estou no caminho certo. Graças a Deus, em primeiro lugar, grande Pai ao qual devo toda honra e glória por tudo que tem acontecido, graças também a minha família pela força, aos amigos, colegas e os que me apoiam mesmo sem me conhecer direito. Uma salva de palmas para a galera do Herba [sim, eu tomo Herbalife] especialmente Camila e Olga, e para minha querida nutricionista Hellen Pita Gobbo que tem me ajudado a ver alimentação por um viés saudável e essencial. Em breve, muito breve os dois dígitos serão uma realidade. Vamos lá, a batalha não acabou... Bora, bora, bora, tenho uns 10kg para mandar embora ainda [pelo meno 10kg]. Até breve.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Fuja!

Fuja! A palavra de ordem que paira sobre a mente e o coração de quem está no cativeiro. Quando o prisioneiro é refém de uma injustiça, a voz que grita 'fuja agora' é ainda mais forte. O cativo, cativado agora, não pela situação que o levou às amarras, mas sim pelo desejo esperançoso de ganhar a liberdade e uma nova vida, ou então, de voltar a vida melhor de outrora começa a pensar, estudar, encontrar uma maneira de   viver novamente sem a opressão aniquiladora dos sonhos e usurpadora das expectativas.
Quantos de nós somos cativos de si? Quantos dias, anos e vidas inteiras são oprimidas dentro de uma sela pequena e mesquinha chamada frustração? Falo aqui de nós, cativos dos olhos que querem comer tudo o que se vê, das células olfativas que aumentam a salivação e a compunção por aquilo que é saboroso mas nem sempre saudável. Falo dos muitos prisioneiros de uma cadeia invisível. Pessoas que por estarem presas não recebem apoio ou absolvição, mas sim ainda mais condenação dos olhares mudos e inertes a condição humana do próximo, que aqui, além de 'gordo é relaxado, preguiçoso, estagnado, fracassado...' e tantos outros adjetivos que só contribuem para que os anos nas solitárias da morbidez sejam ainda mais cruéis. Cativos dos medos, e como são grandes os medos... As doenças relacionadas a sentença estão sempre por perto, como a gangue rival que tortura, ameça, maltrata e mata. Cativos da falta de amor próprio, e muitas vezes da falta de atitude, não por querermos ser assim, pois não há cativo por livre e espontânea vontade. Não é fácil sair dessa prisão, são muitos os portões e muros até a liberdade, mas nada disso é mais forte que a determinação de quem quer mudar de vida. O cativeiro não é uma condição permanente, e por mais que aparente impossibilidade, ele pode deixar de existir na minha e na sua vida. Não podemos crer que SOMOS cativos, mas entender que ESTAMOS, e aqui, o verbo 'estar' manifesta uma condicional, viver no cativeiro é uma condição de vida, particularmente neste cativeiro de vidas obesas, há luta pela sobrevivência reflete claramente a mudança da condição de preso para liberto. Essa condição muda a partir do momento que a nova vida for mais desejada que a mastigação de besteiras fora de horário ou os exageros sutis. A condição de livre, absolvido, saudável, vivo é mais fácil de ser alcançada quando a atitude, mesmo pequena, dá o ar da graça. Atitude é um advogado de defesa poderoso que inibi qualquer manifestação da acusação, pois a culpa não prevalece mais e a voz que instiga a fuga ganha mais força, e os grilhões vão ficando para trás e caminhada fica mais rápida, o horizonte vai alcançando o infinito e a liberdade manifesta seu esplendor. Pense, escreva, planeje uma forma de fugir. Eu estou conseguindo, logo qualquer pessoa pode conseguir. Não há fuga sem estratégia e sem sacrifício, além disso, muitos podem ajudar, mas o sucesso da missão é individual. Lute por você, quando começar a fazer isso de verdade e com o coração vai ver que a terrível prisão não é mais suficiente para segurar você.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Meio Cheio... Meio Vazio...

Quem nunca ouviu a expressão:" veja o copo meio cheio, não meio vazio..." geralmente usada para ilustrar uma situação em que as coisas poderiam estar piores do que possam estar? Então, o que dizer quando nossa condição física não está muito legal [em relação a balança]? Poderíamos apenas dizer que apesar de estar acima do peso estamos bem, ou nos sentir em péssimas condições, sejam fisiológicas ou psicológicas [tem gente que não sente que está muito acima do peso, mesmo estando, e tem gente que se sente hiper obeso mesmo estando poucos quilos acima do normal].
O que acontece quando fazemos nossos pratos? Na hora do almoço ou do jantar como vemos nossas refeições? Meio 'restritivas demais' ou pouco 'restritivas demais'? Meio calóricas ou meio leves? Enfim, a forma como vemos nossa vida e nossos hábitos alimentares pode resultar em uma condição física para qual, aparentemente, não exista uma explicação lógica: "...mas eu não como muito...." ou então "...faço tudo certinho...". Pode ser mesmo que a pessoa não coma muito, ou que coma em horáricos certos, porém de forma errada, geralmente quantidades pequenas mas extremamente calóricas. Reeducação alimentar é necessário, é essencial, através da observação dos hábitos alimentares é possível rever a forma como estamos nos alimentando. Por isso o acompanhamento com um profissional de nutrição é de suma importância. Ele com certeza ajuda o candidato ao emagrecimento a ver sua alimentação por uma ótica mais saudável. Apreender a se alimentar direito é o caminho mais eficaz, menos arriscado e com maior chance de manutenção do peso após alcançar os objetivos e metas, afinal, quem se reeduca não vê o prato nem meio cheio nem meio vazio, mas equilibrado e suficente para alimentar e suprir nossas necessidades, sem faltas e sem exageros.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Dia Nacional de Prevenção à Obesidade

Ontem, dia 11 de Outubro, foi o Dia Nacional de Prevenção à Obesidade.
Um dia que passaria em branco não fosse o anúncio do Ministério da Saúde* sobre a diminuição na idade mínima para cirurgia bariátrica  [antes 18 anos e agora 16] realizada pelo SUS quando é constatado o risco de morte para o paciente.
Isso é bom, não digo que a cirurgia é o melhor caminho, vejo a cirurgia como uma carta na manga, o recurso que pode ser usado, mas com cautela e cuidado. Não devemos entregar a esperança de dias melhores totalmente ao procedimento cirúrgico, devemos lembrar que se engordamos sem cirurgia é possível emagrecer sem ela. Ver o Ministério da Saúde dar tal notícia causa um misto de alegria e de preocupação, haja vista que a cirurgia, apesar de muito necessária em alguns casos não é um método de prevenção [talvez uma incoerência no do dia 11 de Outubro], mas sim um método de reparação.
Enquanto não houver uma educação voltada para a boa alimentação ou um programa de incentivo aos bons hábitos alimentares nada trará o resultado ideal. Esquecemos de que uma cirurgia muda a anatomia do aparelho digestivo mas não transforma a mente e o coração de uma pessoa gordinha [mesmo que o gordinho não seja tão gordinho assim]. O procedimento cirúrgico salva vidas, sim, mas há mudança de hábitos salva a vida e o estômago [risos]! É passada a hora de voltarmos nossa atenção para a real prevenção à saúde, principalmente das crianças e jovens, eles estão entrando na faixa de obesidade cada vez mais cedo. Para se ter uma ideia, hoje no Brasil, pessoas com idade entre 10 e 19 anos, 21,7% dos brasileiros, apresentam excesso de peso. Em 1970, o índice era 3,7% [dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2009 (POF)]. É muito mais caro e arriscado [porém prático e conveniente] diminuir a idade para cirurgia bariátrica do que aumentar e melhoras as políticas públicas de prevenção.
Que as pessoas submetidas a cirurgia, seja por real necessidade ou por maior facilidade, consigam ter uma melhora de vida real, passando por uma nova aprendizagem, entendendo que apesar da cirurgia é possível voltar a engordar caso não se reeduque, ou seja, caso não mude realmente de mente.

* Disponível em http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2012/10/11/sus-reduz-idade-para-cirurgia-bariatrica e acessado em 12 de outubro de 2012

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Balança, venha cá que eu quero lhe usar


Ela é verdadeira, nem sempre generosa, a mais sincera e leal,  podemos pisá-la, subir nela e mesmo debaixo de nossos pés não deixa de falar a verdade.
Pois é, se você não a conhece eu lhe apresento: Fulano de Tal esta é a Balança.
Sim, a balança, por incrível que pareça, ela deve ser uma das suas melhores amigas durante o processo de emagrecimento e também na manutenção do peso.
É uma ferramenta que no começo pode causar espanto. Na minha vida de gordinho me ausentei dela e o resultado foi drástico. Quando subimos em uma balança e nos assustamos com a veracidade dos dígitos ou do ponteiro, brota junto com o choque a vontade de não olhar para uma delas nunca mais. Me lembro de uma vez que subi na balança quando tinha 17 anos, ali levei um susto, o mostrador digital [não sei porque, mas gordinho não é muito chegado em balança analógica, aquelas enormes que permitem que todo mundo da farmácia veja o ponteiro disparar oeste para este em uma velocidade absurda] indicava 105kg... "Meus Deus, estou pesando 105 quilos, onde vou parar etc...". O susto passou, na verdade, eu enterrei ele debaixo de uma alimentação ainda mais errada. A lembrança da balança aos poucos é colocada em um lugarzinho da memória que evitamos visitar. O tempo passou, comecei a trabalhar, foi uma época bacana, primeiro trabalho, desafios, incertezas e blá, blá, blá... Lá estava eu com minha alimentação toda invertida, equivocada. Certo dia eu me aventurei a bater um papo com a balança outra vez, sabia que não seria fácil, afinal, depois de quase dois anos sem conversar com ela poderia encontrar ali um resultado não muito favorável, coisa de dois ou três quilos a mais. Bom, primeiro um pezinho, depois outro pezinho, pronto, ela foi categórica e sem cerimonia soltou o verbo: 116kg... centooo e dezesseisss quilosss... Novamente a vontade de fugir me encontrou, fiquei abismado, assombrado. Neste dia a certeza de que precisava a fazer algo urgente tocou a sirene da minha consciência mais uma vez e assim como nos meus 17 anos agora ecoava por minha mente um grito consciente da necessidade de mudar de vida. Bom, embora alto o grito não consegui afugentar meu medo da balança e mais uma vez eu corri [que metáfora calhordas, eu correr, só no pensamento mesmo], corri léguas até ficar bem longe da verdade, até não ouvir mais minha consciência pedindo socorro por meu corpo.
E a vida continuou, agora com faculdade, outro emprego e a correria normal de quem trabalha e estuda. Depois de dois anos voltei a enfrentar a balança, eu tinha necessidade de pesar pois sabia que nada ia bem, mais uma vez ela foi espelho da minha rotina fora dos trilhos e desta fez gritou ao sentir 138kg sobre sua estrutura metálica. Neste dia minha consciência falou mais alto e a ideia começou a dar lugar a atitude...
A atitude que me refiro não foi uma reeducação alimentar ou prática de atividade física [não por enquanto], mas sim de ao menos ir pesar uma vez por semana, esse foi o começo de uma mudança que estou vivendo até hoje. Portanto se você morre de medo da balança, comece a rever este medo, é bem provável que ele esteja te dando um grande 'empurrãozinho' em uma escalada nada saudável. Comece agora, vá se pesar!
Ótima semana e até o próximo post.